sábado, 19 de setembro de 2009

Ongira para Angola







SABER ANCESTRAL


Saber Ancestral
Curso Sobre Ervas Medicinais e Remédios Caseiros

Será uma imersão de três dias, onde as participantes aprenderão a plantar, cuidar e colher ervas medicinais e a preparar xaropes, tinturas e pomadas.

A orientação da oficina ficará por conta de
Doné Rosa Oiyaciy, do Sítio Quilombo Anastácia, que
há 38 anos desenvolve a prática fitoterápica com enfâse no resgate do conhecimento ancestral e do empoderamento da mulher.

O curso será realizado nos dias 23, 24 e 25 de outubro, no Projeto Anchieta, na zona sul de São Paulo, e é direcionado somente para as mulheres.

O custo será de R$150,00 por todo o curso, incluindo alojamento e alimentação.

Para se inscrever, até 16/10, ou obter mais informações:
5931-7556
5931-5988
c/ Renata


Introdução

O sagrado é a natureza em toda a sua plenitude: É o equilíbrio espiritual, emocional e social.
O resultado do que é bom é sempre satisfatório, assim é a vida... Sem fobias ou torturas mentais que nos desestruturam emocionalmente.
Bom caráter inclui verdade, sinceridade, honestidade e serenidade. Se amem, se gostem e se respeitem!
O recorte de gênero desse curso visa resgatar o papel da mulher como detentora do saber ancestral, o qual perde visibilidade ao confrontar com as dificuldades que a sociedade nos impõe a cada amanhecer.
Nem sempre o rumo que queremos dar às nossas vidas é possível tornar-se realidade...
A pressão social quase sempre esmaga nossas verdades, nossos sonhos, nossos projetos e nosso querer.
Faz-se necessário a compreensão de que a base de sustentação do ser humano é o seu futuro.
Onde apoiamos nossos pés será a nossa eterna morada, onde juntaremos a força estrutural da composição terrestre.
Hoje somos descendentes, amanhã seremos ancestrais! E estaremos felizes onde estivermos por sermos lembrados pelos nossos descendentes.
Cabe a cada geração contribuir para a manutenção do saber cultural-popular de nossas avós e bisavós, como pedra fundamental para enfrentar e sanar os problemas sociais e de saúde, através do resgate dos saberes ancestrais e da afirmação da auto-estima, da auto-imagem, e se relacionando positivamente com o meio ambiente.
A terra e todos os seus recursos naturais é o que define o nosso tempo, por isso merece respeito absoluto.
Se pisarmos no chão com respeito, receberemos energias positivas do espaço em torno de nós.
Temos aqui, no Projeto Anchieta, um eixo integrado gerador de múltiplas atividades e uma delas diz respeito ao cultivo de uma floresta de alimentos e plantas medicinais (Projeto da Permacultura). Integrar-se a essa proposta tem muito a ver com criar possibilidades reais de tratar a saúde de forma preventiva, garantindo, ainda, uma alimentação correta e alternativa. Isso possibilita uma vida saudável e um cuidado todo especial com nosso corpo. É importante que nós mulheres façamos jus a nossa capacidade de propiciar mudanças no conviver de nossos lares, quanto ao cuidado da saúde de nossa família e da nossa comunidade.



Cronograma do curso

Sexta
19h – recepção e cadastramento
19h30 – apresentação da peça A Curandeira
20h40 – apresentação das participantes
21h30 – jantar


Sábado
7h – despertar - café da manhã
8h – relaxamento
8h30 – introdução ao trabalho de fitoterapia
10h – momento mão na terra - plantio de mudas de ervas medicinais
12h – almoço
14h – oficina de preparo de tinturas
17h – café da tarde
19h – momento cultural


Domingo
7h – despertar - café da manhã
8h – relaxamento
8h30 – momento pé na terra - regagem das mudas plantadas no sábado
9h – oficina de preparo de xaropes
12h – almoço
14h – oficina de preparo das pomadas
17h – café da tarde
18h – encerramento

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Fechamento do Espaço Cultural FACA

É com pesar que aviso que, devido a diversos problemas e divergências políticas e de método, o Espaço Cultural FACA está fechando as portas por tempo indeterminado.
Após 3 anos de muito trabalho, ações e discussões, os voos de cada um dos, agora, ex-membros será realizado em novas propostas, lutas e ideais, que não necessáriamente divergem ou se afastam da do Coletivo FACA, mas que já não serão feitas neste grupo.
Fico eu, numa tentativa de, em algum momento, reestruturar o Espaço Cultural FACA, sendo agora o único a responder em nome deste que um dia foi um Coletivo.
Todas as ações, atividades e discussões em que o FACA esteve, ou está, inserido ou realizando ficarão suspensas, exceto a organização do Balaio Cultural do Grajaú.

sem mais,

Rodrigo Gomes
Foco de Atividades de Cultura Alternativa

quinta-feira, 16 de julho de 2009

AVISO!

Neste sábado não haverá atividades no Espaço Cultural FACA, devido à festa julina do projeto anchieta!

Quem quiser colar na festa, com direito a quadrilha improvisada é só chegar!

começa as 15h!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

A urbanização do país e a repressão militar

Escrito por Waldemar Rossi e recebido por e-mail

Já faz algum tempo, ocupei este espaço para escrever sobre Lei Federal em que o governo Lula transformava unidade do Exército Brasileiro de blindados em divisão de infantaria para ações visando "assegurar o cumprimento da lei e da ordem". Esta unidade está sediada em Campinas, portanto, muito próxima do aeroporto de Viracopos, com capacidade para, em poucas horas, alcançar qualquer região do país. Alertava, nesse artigo, que tal decisão estava voltada para a futura repressão aos movimentos sociais que venham a atuar publicamente em defesa dos direitos do povo, contrariando os interesses do capital. Muitos, na ocasião, discordaram daquela abordagem.

Pois bem, artigo do jornalista Washington Novaes, de 26 de junho, página 2, primeiro caderno do Estadão, nos revela o seguinte: "Em meio à profusão de notícias sobre os nossos dramas urbanos, merecem reflexão algumas informações: 1) O Exército começa uma operação de treinamento dos seus homens em 11 cidades paulistas – inclusive região metropolitana – para habilitá-los a ‘assegurar o cumprimento da lei e da ordem’ (Estado, 1º/06); 2) o ministro da Defesa, Nelson Jobim, declara que ‘o atual sistema político-partidário se esgotou’" (12/06). Novaes segue com outras reflexões.

Atenho-me a estas duas porque elas revelam que poderemos estar com um plano repressivo, progressivo, de grande envergadura - nos moldes aproximados da triste época da ditadura militar -, sobre todos os que discordarem das medidas "legais" do governo, ainda que elas revelem aberrações e injustiças profundas, ainda que contrariem os interesses nacionais. Significa que o Exército, que deveria garantir a soberania nacional, os direitos dos cidadãos e a prática da justiça, estará, então, de fato, cumprindo ordens que interessam diretamente aos exploradores do povo, ao grande capital, voltando-se contra seu próprio povo, como o fez após o golpe de 1964.

Simultaneamente, Lula promulga Lei (que teve com origem a MP 458, de sua própria autoria) permitindo que a grilagem praticada pelos latifundiários seja "legalizada", passando por cima da Constituição de 1988, transformando em "legal" algo que é absolutamente ILEGÍTIMO. Com tal medida, Lula está "legitimando" a grilagem que vem acontecendo com apoio de governos estaduais e com repressão de suas polícias sobre indígenas e trabalhadores rurais. Além disso, e apesar de "vetar" dois artigos que permitiriam que tais terras passassem para empresas, não impede que as terras sejam ocupadas por seus "laranjas", inclusive em favor de empresas internacionais. Podemos prever que tal ato irá intensificar a pressão do latifúndio com suas gangues sobre os trabalhadores que estão há anos na região. Tal pressão pelo poder das armas estará forçando, com o tempo, mais um êxodo do campo para as cidades, intensificando e ampliando a já caótica urbanização, aumentando o caos urbano a que Novaes se refere, criando as condições para que haja movimentos de protestos e de reivindicações por melhores condições de vida. Caso as polícias estaduais não dêem conta do recado repressivo, o "glorioso" Exército estará autorizado a intervir para "assegurar o cumprimento da ordem e da lei". Ordem do sistema opressor e "leis" ilegítimas, frutos da corrupção sem limites que assola os Poderes da República.

As palavras de Jobim devem nos dar um bom puxão de orelhas porque são um recado direto aos partidos, caso estes eventualmente se rebelem contra os interesses do capital e ao próprio movimento social. Ou seja, vai ficando claro que há uma escalada lenta, mas segura, de avanços da direita contra o patrimônio popular e nacional, acompanhada de medidas que visem garantir, ao longo do tempo, sua implantação. Só não entende o recado do ministro quem quer se portar como a avestruz e não quer imaginar que temos um ministro de Estado indicando que vai engrossar com os movimentos sociais e, se for o caso, perpetrar um golpe contra a vida dos partidos. E os partidos se calam porque não querem que seus interesses mesquinhos sejam afetados. As medidas anunciadas apontam para a violação da própria Constituição, uma vez que, até o momento, nenhum outro membro do governo ousou dizer que os partidos não prestam para mais nada – o que é verdade. Daí, ao Ministro da Defesa (que "comanda" as Forças Armadas do país) propor sua falência, tem uma distância muito grande e, o que é pior, sua fala veio acompanhada do silêncio comprometedor de quem o colocou e o garante frente às Forças Armadas, o Presidente Lula.

Não é por menos que muita gente ousa afirmar, contrariando dito popular, que "dias piores virão". Aliás, a cada dia que passa vemos que novas repressões são praticadas contra os que se manifestam publicamente em defesa do direito e da justiça. Assim como assistimos à implantação de novas medidas que contrariam os interesses do povo, ampliando esse mundo de injustiças. Reação popular unificada se faz urgente. Antes que seja tarde!

"Primeiro vieram buscar os judeus. Como não sou judeu, não me importei. Depois vieram buscar os comunistas. Como não sou comunista, não me importei. (...) Agora vieram me buscar e não tenho quem se importe comigo".

Waldemar Rossi é metalúrgico aposentado e coordenador da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo.

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terça-feira, 30 de junho de 2009

Total isolamento internacional a golpistas em Honduras

por Michelle Amaral da Silva no sítio internet do Brasil de Fato

Golpistas instalados no governo de Honduras receberam nesta terça-feira (30) o repúdio unânime da comunidade internacional, que exige a restituição incondicional do presidente do país, Manuel Zelaya
Golpistas instalados no governo de Honduras receberam nesta terça-feira (30) o repúdio unânime da comunidade internacional, que exige a restituição incondicional do presidente do país, Manuel Zelaya

Prensa Latina

Os golpistas instalados no governo de Honduras receberam nesta terça-feira (30) o repúdio unânime da comunidade internacional, que exige a restituição incondicional do presidente dessa nação, Manuel Zelaya.

Nenhum país e instituição, em escala regional e mundial, reconhece o Executivo de fato encabeçado por Roberto Micheletti, que juramentou nesta segunda-feira (29) a parte do gabinete que, segundo ele, o acompanhará até o término do mandato em curso, no início de 2010.

A repulsa mundial terá nesta terça-feira (30) um palco, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em Nova York, onde Zelaya intervirá.

O presidente do máximo órgão da ONU, Miguel D' Escoto, convidou oficialmente o mandatário hondurenho a se expressar nessa tribuna, que reúne 192 Estados.

Também se pronunciará nesta terça a Organização de Estados Americanos (OEA), cujos membros reclamam à instituição posturas mais enérgicas na condenação à quebra da ordem constitucional e o Estado de Direito na nação hondurenha.

Todos os países da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA) decidiram retirar aos embaixadores em Tegucigalpa enquanto continuar o governo de fato.

Também não reconhecerão os diplomatas que forem nomeados pelos golpistas, só os designados pelo presidente constitucional Manuel Zelaya.

O Grupo de Rio e os membros do Sistema de Integração Centroamericana (SICA) condenaram energicamente a situação durante um encontro extraordinário realizado na segunda-feira na Nicarágua, com a participação dos chefes de Estado.

Composto por 23 países latinoamericanos, o Grupo de Rio considerou que a restituição do dignatário hondurenho em suas legítimas funções deverá ocorrer sem condicionamento algum e chamaram os militares a subordinar-se a Zelaya, que é o comandante Chefe das Forças Armadas.

Esse mecanismo de integração e acordo regional também chamou a OEA a adotar soluções drásticas para restituir a democracia em Honduras.

"O golpe não pode ficar impune, e seus autores deverão responder pelos crimes cometidos contra o povo", estimou o presidente cubano, Raúl Castro, que conclamou o governo dos Estados Unidos a atuar em concordância com seus pronunciamentos de rejeição ao golpe.

Nicarágua, El Salvador e Guatemala, limítrofes com Honduras, decidiram fechar suas fronteiras por 48 horas para todas as mercadorias que entram e saem do território hondurenho.

A União de Nações Sulamericanas e a União Européia (UE) emitiram sua rejeição oficial ao golpe perpetrado pelos militares em aliança com setores oligárquicos.

No caso dos Estados Unidos, seu embaixador em Honduras, Hugo Llorens, disse que seu país não reconhecerá outro governo que não seja o de Zelaya e apoiará os esforços para restabelecer a ordem constitucional.

"O único presidente que Washington reconhece em Honduras é o presidente Zelaya, quero que todo mundo o tenha claro", manifestou Llorens.

A posição foi ratificada pelo mandatário estadunidense, Barack Obama, que manifestou preocupação e pediu respeito às normas democráticas.

link para postagem original aqui

Golpe militar da direita em Honduras; condenação geral

publicado originalmente no sítio internet Vermelho

O presidente de Honduras, Manuel Zelaya, foi preso pelo Exército do país na madrugada deste domingo (28), pouco antes da realização do referendo sobre um processo constituinte. Um secretário do presidente disse que ele foi levado para uma base aérea fora da capital, Tegucigalpa. Segundo a imprensa local, o presidente foi retirado ''à força'' de sua casa no início da manhã.

O líder sindical e aliado de Zelaya, Rafael Alegria, classificou a ação de ''golpe de Estado''. ''É lamentável'', disse ele à rádio hondurenha Cadena de Noticias. Segundo Alegria, tiros foram disparados durante a prisão de Zelaya, mas ''não se sabe exatamente o que aconteceu''.

Tanques nas ruas como nos velhos tempos

Carros blindados e tanques saíram hoje às ruas de Tegucigalpa, horas depois do alto escalão das Forças Armadas prender o presidente de Honduras. Os veículos militares tomaram as ruas que dão acesso à residência presidencial, segundo a Agência Efe, enquanto aviões caça sobrevoam a capital hondurenha.

Zelaya havia prometido realizar uma consulta popular para decidir se a Constituição pode ser alterada, o que poderia permitir a reeleição presidencial. O plano do presidente foi considerado ilegal pelo Congresso e pela Justiça do país, enfrenta a oposição também do Exército.

Protestos de vários lados

Começou às 12 horas (de Brasília), em Washington, reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos OEA) para analisar a situação.

Em Caracas, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, condenou hoje o ''golpe de Estado troglodita'' cometido contra seu colega de Honduras, Manuel Zelaya, e destacou que ''chegou a hora do povo'' e dos movimentos sociais desse país. Chávez também pediu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ''que se pronuncie'', já que, disse, ''o império tem muito a ver'' com o que acontece em Honduras.

Em La Paz, o presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu hoje aos organismos internacionais, aos seus colegas da América Latina e aos líderes de movimentos sociais que ''condenem e repudiem o golpe de Estado militar em Honduras''. Em declarações no Palácio do Governo, Morales disse que neste momento há uma ''emergência internacional'' em Honduras, onde o presidente Manuel Zelaya foi detido pelos militares e levado para uma base da Força Aérea.

Porém a condenação não se circunscreve à esquerda latino-americana, da qual Zelaya se aproximou em busca de mudanças de fundo em seu país. A União Europeia (UE), dominada por conservadores, já condenou o golpe militar. Comunicado divulgado pelos 27 chanceleres da UE classificou a deposição de ''inaceitável violação da ordem constitucional em Honduras''. A UE exigiu ainda a imediata libertação de Zelaya e ''a volta à normalidade constitucional''.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também se declarou "profundamente consternado com os informes que chegam de Honduras sobre a detenção e expulsão do presidente Zelaya". Obama disse que as disputas no país "devem ser resolvidas pacificamente através de diálogo livre de qualquer interferência externa".


Centenas de soldados tomam a capital

Zelaya foi eleito em 2006 e, sob a atual Constituição hondurenha, não pode disputar a reeleição. Ele queria realizar uma consulta popular para decidir se uma Assembléia Constituinte deve ser convocada para fazer mudanças constitucionais junto com as eleições, marcadas para novembro. O presidente disse que não tem intenção de concorrer novamente ao cargo, mas que quer apenas que presidentes futuros tenham essa chance.

Na terça-feira, o Congresso aprovou uma lei que proíbe a realização de referendos ou plebiscitos 180 dias antes ou depois de eleições gerais, feita sob medida para impossibilitar os planos do presidente. Em seguida, o chefe do Exército disse que não ajudaria na organização do referendo para não desrespeitar a lei.

Na quinta-feira, o presidente e seus simpatizantes entraram em uma base militar e retiraram as urnas que estavam guardadas lá. ''Nós não vamos obedecer a Suprema Corte'', disse o presidente a uma multidão de simpatizantes em frente à sede do governo. ''A corte, que apenas faz justiça aos poderosos, ricos e banqueiros, só causa problemas para a democracia.''

No sábado, o presidente ignorou uma decisão da Suprema Corte para devolver o cargo ao chefe do Exército, general Romeo Vasquez, que foi demitido após se negar a ajudar na preparação do referendo.

Líderes militares se recusaram a entregar urnas para a votação, uma decisão que levou à demissão do general Vasquez e à renúncia do ministro da Defesa, Edmundo Orellana. Os chefes da Marinha e da Aeronáutica também renunciaram em protesto. O Exército, por sua vez, colocou centenas de soldados nas ruas da capital, dizendo que quer prevenir que os aliados do presidente causem confusão.

link para postagem original aqui

8ª Conferência Municipal dos Direitos da Criança e d@ Adolescente

Publicado originalmente em por Elânia Lima no blog Tecendo-me


Para situar todo mundo!

Esse ano, é ano de conferência dos direitos da criança e do adolescente, você já garantiu sua inscrição? Não??? Então não perca tempo Clique aquí para se inscrever

Pois bem, o tema desse ano é "Construindo as Diretrizes da Política e o Plano Decenal", isso quer dizer que as propostas levantadas na conferência darão a direção para a construção de um Plano de 10 anos para a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes...
É isso aí, esse ano a galera vai discutir essas diretrizes e o que orienta a discussão é chamado de eixo orientador. Esse ano serão 05 eixos...

Eu poderia falar de cada eixo, mas vou usar essa postagem para mostrar um texto produzido pela Brendahhh, uma adolescente firmeza que manda muito bem na hora de dizer quais são os desejos da galera adolescente... Então eu "roubei" um post dela e que tem tudo a ver com o eixo 04 "Participação de crianças e adolescentes em espaços de contrução da cidadania".
Deixarei o texto da Brendahhh falar por sí:

Salve rapa! Pessoal à pampa do extremo sul deSampa!

Não é de hoje que a sociedade desvaloriza o adolescente, até há alguns séculos atrás, a fase mais conflituosa de nossas vidas não era reconhecida como um processo de transição entre infância e “marmanjo”. Talvez seja por isso que hoje haja tanto desrespeito por nós, nossas opniões são satirizadas, nossas políticas, culturas e desejos são sempre motivos de piada; e somos o palhaço da lona armada sobre os, essa sociedade que nos inferioriza e prega que “somos o futuro da nação”. O futuro à merda! Eu sou presente! O que quero é para hoje, não para amanhã. O futuro a Deus pertence, quem deixa para amanhã nunca faz nada, se crítico eles tenho de agir diferente deles, por isso sou presente e não futuro. Quando o futuro chega nem se percebe e aí como é que fica? Espero a “geração futura”? Por que ser amanhã se posso ser hoje? Aliás, eu SOU: SOU GENTE E TENHO DIREITOS, cabe a eu exigi-los. Vivo num país que prega a igualdade social, o não preconceito racial, ser o país do futebol ,do carnaval, da mulher bonita e tantas outros mitos... Mas esquecem de noticiar o que me parece mais estressante: aqui não importa seus dons, seu intelecto, sua personalidade,quem você é. O importante aqui é o que você tem, qual o seu carro, e seu saldo bancário. Tendo esses em grandes valores, fica fácil, você tem status.Mas... Fazer o que? Segundo Shakespeare, ”não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importarão...”. Porque o pior é que É sério, e como diria Mano Brown “o que você vai fazer pra mudar? Cruzar os braços e reclamar ou você vai ser a revolução em pessoa? Acredito em você periferia”, faço ainda das palavras de Edy Rock minhas: “ Parasita hoje, um coitado amanhã. Corrida hoje, vitória amanhã”E vamoquevamo, causando e mudando, pq o tempo não pára.
Quer saber mais sobre as idéias da Brendahh?? Clique aqui

(esta parte não estava no blog)

O CEU Três Lagos será sede da V Conferência regional lúdica e convencional dos direitos da criança e do adolescente que analisa práticas voltadas para o público infantil e juvenil da região de Capela do Socorro (Cidade Dutra, Socorro e Grajaú).

O evento acontece entre 10 e 11 de Julho e é o momento que se confere literalmente se as propostas levantadas na conferência anterior estão sendo levadas em conta e postas em prática. Essa conferência de 2009 servirá para levantar propostas para dar uma direção na construção de um plano nacional de defesa e garantia de direitos das crianças e adolescentes no período de dez anos, ou seja, o novo Plano deverá estar pautado nas propostas construídas nessa conferência.


Compareçamos e participemos tod@s!!!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

COMUNICADO DO SACOLÃO DAS ARTES

No dia 25 de agosto de 2007 o desativado sacolão hortifrutigranjeiro do Parque Santo Antônio reabriu suas portas, batizado desde então de “Sacolão das Artes”.
Essa conquista se deu após anos de uma grande luta, iniciada pela União de Moradores do Parque Santo Antonio, à qual se juntaram a Rede Social São Luiz, lideranças comunitárias, grupos e trabalhadores da cultura da região, a Subprefeitura M’ Boi Mirim e representantes do Ministério Público Estadual.
O Sacolão, que há muito havia perdido sua função social e se transformado numa espécie de “supermercado”, servindo apenas para o lucro de um único indivíduo, passa a ser um Pólo de Produção Artística, utilizado por vários grupos e artistas locais como espaço de apresentações, pesquisa, ensaios e criação. E também pela população local, que passa a ter acesso gratuito a uma programação cultural intensa e diversificada.
De sua reabertura até hoje, inúmeras atividades têm sido realizadas ali, produzidas pelos próprios grupos que ocupam o espaço, de modo cooperativo, e por convidados da cidade inteira que, voluntariamente, passaram a compor e enriquecer a programação: espetáculos de dança, música, teatro, circo, debates, palestras, colóquios, exposições, exibições de filmes, festas populares, mostras culturais, seminários, cursos, mutirões, reuniões da comunidade, etc.
Muito ainda precisa ser feito – o prédio carece de inúmeras melhorias arquitetônicas e estruturais – mas o que foi construído e produzido até agora já coloca o Sacolão das Artes como uma das referências da região e da cidade no que diz respeito a Programação Cultural – sendo, inclusive, indicado ao Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2009 pela sua importância enquanto Espaço Alternativo de Cultura.
Mesmo diante das enormes dificuldades enfrentadas, da quase total ausência de investimentos públicos, dos entraves burocráticos promovidos por uma má vontade política inadmissível, a avaliação dos trabalhos e dos resultados produzidos é mais que positiva. Mas agora os recém empossados representantes da Subprefeitura M’Boi Mirim, descontextualizados e desrespeitando esse histórico, têm atuado no sentido de tentar destruir o trabalho realizado até agora no Sacolão das Artes.
À princípio apresentaram-se como parceiros, depois interditaram o espaço alegando “falta de segurança” e “ilegalidade na ação dos grupos” (quando quem sempre se negou a avaliar e se responsabilizar pela segurança e melhorias no espaço, bem como a “regularizar” as ações e parcerias foi a Subprefeitura) e em seguida confessaram que estão desenvolvendo, nos gabinetes, uma proposta para o espaço, sem discutir com a população e com aqueles que durante os dois últimos anos, diante da omissão do poder público, desenvolveram ações positivas e deram vida a um espaço localizado num dos bairros mais violentos da cidade.
Num ato arbitrário e de total desrespeito à população e, principalmente, aos grupos culturais da região, os representantes do Poder Público Local, ao invés de propor melhorias ou simplesmente apoiar essa importante iniciativa, ordenaram a interdição do espaço interno do Sacolão das Artes, paralisando uma série de atividades e programações culturais, alegando “falta de segurança” e “ilegalidade na ação dos grupos”.
Não bastasse isso, no final de 2008, a partir da mobilização dos grupos atuantes no espaço, foi apresentada pela ex-vereadora Soninha, e aprovada, uma emenda parlamentar para produção cultural no Sacolão em 2009, no valor de R$350.000,00 e, transcorrido meio ano, o dinheiro ainda não foi liberado. Neste ano captamos recursos e mão de obra junto a uma organização européia para a construção de três salas multiuso no espaço e a Subprefeitura barrou a construção, sem justificativa plausível.
Diante de tantos absurdos, o Sacolão das Artes – e os grupos participam de sua construção – manifestam aqui seu total repúdio e esta postura e à falta de um debate qualificado por parte da equipe da Subprefeitura M’ Boi Mirim, em relação à questão cultural na região.
É inaceitável que “projetos prontos” sejam “atirados em nossas cabeças”, motivo pelo qual buscaremos, de todas as formas, o direito de construirmos um Pólo Sociocultural diferenciado, com uma gestão coletiva e popular. Um espaço de produção de conhecimento e não um “supermercado de eventos culturais”.


Coletivos e Projetos que integram o Sacolão das Artes hoje:

União de Moradores do Jardim Antonieta, Parque Santo Antônio e Adjacências
Rede Social São Luiz
Bloco do Beco
Brava Companhia
Projeto Casa de Arte e Paladar
Instituto UMOJA – Dramaturgia Negra e Cultura Afro-Brasileira
Capulanas Cia. de Arte Negra
NCA – Núcleo de Comunicação Alternativa
Projeto 8 USINAS de Teatro e Música
Projeto Eu Quero Brincar
Grupo Teatral ATUARTE
Projeto Bairro da Paz
Projeto Samba Aí Que Eu Quero Ver

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Lançamento do Cine Campo Limpo



Lançamento do Cine Campo Limpo, neste sábado, 16h!

Muito som, projeções, apresentação teatral e muito mais!

SÓ COLAR!

sábado, 23 de maio de 2009

Oficina de Mutirão em Permacultura

A PARTIR DO DIA 6 DE JUNHO, ÀS 9H DA MANHÃ!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Tecnologia X Trabalho

por Rodrigo Gomes

Minha mãe me disse um dia desses:
"Quando falavam do mundo livre (bloco capitalista) diziam que a evolução tecnológica ia tornar os trabalhos mais leves e menos ruins de se fazer... e hoje só se usa técnologia pra deixar o povo desempregado..."
O que viamos era uma majestosa reportagem do Jornal Nacional, sobre a revolução do ensino à distância através do método da videoconferência, que levaria o acesso a educação "onde nenhum homem jamais esteve" (perdão, isto é outra estória)!
No entanto, no correr da matéria ficou claro o novo ímpeto do Estado capitalista: ter um/a professor/a, numa sede centralizada, ministrando aula pra milhares de alun@s ao mesmo tempo, em tempo real, com interface para os alunos fazerem perguntas, tudo muito avançado e tecnológico, claro.
Mas ninguém lembrou das questões básicas (ainda que a matéria falasse só das universidades): a importância da relação professor/a-alun@; o desemprego em massa, mais ainda, de uma classe já hostilizada pela estrutura educacional-social arcaica; a padronização brutal do ensino; o aumento do ensino tecnicista, sem desenvolvimento humano ou crítico; entre muitas outras questões.
A única coisa que os urubus-de-terno da Globo se preocuparam em dizer é que esta possibilidade de ensino vai ser uma nova janela na vida de pessoas que querem estudar e não têm tempo...
Claro, o problema do tempo na nossa sociedade não tem haver com esta exploração absurda d@s trabalhador@s, de uma estrutura social centrada no sucesso financeiro e não no desenvolvimento humano... O problema são ess@s professor@s que precisam comer, dormir, amar, respirar e não são capazes de ensinar 24h por dia!
Pouco tempo atrás se iniciou a mecanização do processo de produção da cana-de-açucar em todo o estado de São Paulo. Novamente a solução para a situação dos trabalhadores foi magnífica:
el@s ficam expostos ao sol escaldante; ferem-se constantemente com os facões; trabalham pesadamente muitas horas por dia; sofrem desidratação; estão sujeitos a picadas de cobra.
Solução:
Equipamento de trabalho adequado, com todos os utensílios de segurança?
Redução da jornada de trabalho?
Contratação de maior efetivo?
Disponibilidade de água, alimentação e abrigo, no local de trabalho?
Não, Não, Não, Não, Não, Não, Não, Não e Não também!
Comprou-se máquinas que fazem o trabalho de 100 campones@s e mais rápido, sem risco de ferimentos, nunca se cansa e tem ar condicionado para o motorista!
Cada máquina, um motorista!
Cada máquina substitue ao menos 100 trabalhador@s!
A estimativa de redução na oferta de emprego é de 67%!
E isso é só estimativa...
Alie a isso a criminalização dos movimentos sociais, a cooptação de praticamente todos os sindicatos, a crise econômica, a violência cada vez maior das polícias, o aumento do custo de vida, a criminalização da pobreza, o aumento das idéias fascistas...
...o que esperar???

O Monopólio Total Vem Aí

por Rodrigo Gomes

Mais uma maravilha do mundo globalizado nasceu ontem:
A Brasil Foods, multinacional de alimentos, fruto da fusão entre Perdigão e Sadia... Aliás, fusão já está se tornando um termo recorrente: Unibanco-Itaú, Banco do Brasil-Nossa Caixa, OI-Brasil Telecom, etc..
Alertava Marx que esse era o fim, não em termos de extinção, do capitalismo: A "livre concorrência", aliada a busca alucinada pelo lucro máximo, num sistema de exclusão desumano, levaria a criação de grandes corporações, que por sua vez engoliriam umas as outras até restar uma e outra que controlariam o mercado mundial!!!
Parecia thriller de um novo filme de terror e assim o fizeram parecer as grandes manobristas do mundo livre do século passado... só que agora é notória a realidade da questão!
A Brasil Foods, sozinha, controlará mais de 50% do mercado de carne e margarinas, entre outras coisas, como, por exemplo, ser a terceira maior exportadora brasileira (atrás de Petrobras e da mineradora Vale).
Logo, assim como a Unilever produz quase todos os sabonetes, cremes dentais e shampoos, não teremos muita escolha sobre o que queremos comprar, ficando, ainda mais do que hoje, a mercê das grandes corporações, que por sua vez não estão interessadas em nada além do que seu lucro.
Você acredita nessa história de "sendo a única produtora, o custo fica menor e os preços diminuem"???
Falaram isso da Telefônica, e hoje, se você vai no Procon, eles te perguntam na porta:
"É reclamação contra a Telefônica?
Toma esta senha e vai naquele guichê ali, que é especial pra este tipo de reclamação..."

Petrobrax para iniciantes

por Leandro Fortes, no sítio internet Brasilia Eu Vi

Eu estava mesmo querendo falar sobre essa incrível cruzada ao fundo do poço que a oposição, PSDB à frente, decidiu empreender contra a Petrobras, justo no momento em que a empresa se posiciona como uma das grandes do planeta. Sim, a inveja é uma merda, todo mundo sabe disso, mas mesmo a mais suntuosa das privadas tem um limite de retenção. Como não se faz CPI no Brasil sem um acordo prévio com publishers e redações, fiquei quieto, aqui no meu canto, com meus olhos de professor a esperar por um bom exemplo para estudo de caso, porque coisa chata é ficar perdido em conjecturas sem ter um mísero emblema para oferecer aos alunos ou, no caso, ao surpreendente número de pessoas que vem a este blog dar nem que seja uma olhada. Pois bem, esse dia chegou.
Assinante do UOL há cinco anos, é com ele que acordo para o mundo, o que não tem melhorado muito o meu humor matutino, diga-se de passagem. De cara, vejo estampada, em letras garrafo-digitais, a seguinte manchete:

Petrobras gastou R$ 47 bi sem licitação em seis anos

Teca, minha cocker spaniel semi-paralítica, se aninha nos meus pés, mas eu não consigo ficar parado. Piso nas patas traseiras dela, mas, felizmente, ela nada sente. A dedução, de tão lógica, me maltrata o ânimo. Se tamanha safadeza ocorreu nos últimos seis anos, trata-se da Era Lula, redondinha, do marco zero, em 2003, até os dias de hoje. Nisso, pelo menos, a matéria não me surpreende.

Está lá:
Desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Petrobras gastou cerca de R$ 47 bilhões em contratos feitos sem licitação, informa reportagem de Rubens Valente, publicada na Folha desta quarta-feira.
Pá-pá-pá. Preto no branco. Tiro à queima roupa. Um lead jornalístico seco como biscoito de polvilho. Desde que chegou ao Planalto, Lula deixou a Petrobrás gastar 47 bilhões de reais em contratos sem licitação. Vamos, portanto, à CPI. Nada de chiadeira. Demos e tucanos, afinal, têm razão. Bilhões delas. Dane-se o Pré-Sal e o mercado de ações. Quem for brasileiro que siga Arthur Virgílio!
Mas, aí, vem o maldito segundo parágrafo, o sublead, essa réstia de informação que, pudesse ser limada da pirâmide invertida do texto jornalístico, pouparia à oposição tocar a CPI sem o constrangimento de ter que bolar malabarismos retóricos em torno das informações que se seguem.
São elas, segundo a Folha On Line:
Amparada por decreto presidencial editado por Fernando Henrique Cardoso em 1998 e em decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), a petroleira contratou sem licitação serviços como construção, aluguel e manutenção de prédios, vigilância, repasses a prefeituras, gastos com advogados e patrocínios culturais, entre outros. O valor corresponde a 36,4% do total de gastos com serviços (R$ 129 bilhões) da petroleira de janeiro de 2003 a abril de 2009.
A prática não começou com Lula. Somente entre 2001 e 2002, sob a administração de Fernando Henrique (PSDB-SP), a petroleira contratou cerca de R$ 25 bilhões sem licitações, em valores não atualizados.
Parem as rotativas digitais! Contenham as massas! Abatam os abutres! Como é que é? Volto à minha sala de aula imaginária (só poderia ser, porque hoje eu nem dou aula). Vamos fazer uma análise pontual do texto jornalístico, menos pelo estilo, impecável em sua dureza linear, diria até cartesiana, mas pela colocação equivocada das informações. Depois caem de pau em cima de mim porque defendo a obrigatoriedade do diploma. Vamos lá:

1) Na base da pirâmide invertida, há uma informação que deveria estar no lead e, mais ainda, no título da matéria. Senão, vejamos. Se entre 2001 e 2002 a Petrobras gastou 25 bilhões, “em valores não atualizados” (???), em contratos sem licitações, logo, a matéria deveria começar, em seu parágrafo inicial, com a seguinte informação: “Nos últimos oito anos, a Petrobras gastou R$ 72 bilhões (R$ 47 bilhões + R$ 25 bilhões, “em valores não atualizados”) em contratos sem licitações. Então, CPI nessa cambada! Mas que cambada? Sigamos em frente.
2) O mesmo derradeiro parágrafo informa que a “prática” se iniciou “sob a administração” de Fernando Henrique Cardoso, aquele presidente do PSDB. Aliás, reflito, só é “prática” porque começou com FHC. Se tivesse começado com Lula, seria bandalha mesmo. Mas sou um radical, não prestem atenção em mim. Continuemos a trabalhar dentro de parâmetros técnicos e jornalísticos. Logo, a CPI tem que partir para cima do PT e do PSDB. Um pouco mais em cima do PSDB. Por quê? Explico.
3) Ora, até eu que sou jornalista e, portanto, um foragido da matemática, sou capaz de perceber que se a Petrobrax de FHC gastou R$ 25 bilhões (em valores não atualizados!) em contratos sem licitação em apenas dois anos, e a Petrobras de Lula gastou R$ 47 bilhões em seis anos, há um desnível de gastos bastante razoável entre um e outro. Significa, por exemplo, que FHC gastou R$ 12,5 bilhões por ano. E Lula gastou R$ 7,8 bilhões por ano. Ação, segundo a reportagem da Folha, “amparada por decreto presidencial editado por Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e em decisões do STF (Supremo Tribunal Federal)”. Poderia até acrescentar que a Petrobras vale no mercado, hoje, R$ 300 bilhões, e que valia R$ 54 bilhões quando FHC deixou o governo. Mas é preciso manter o foco jornalístico, sem exageros.
4) Temos, então, uma lógica primária. Com base em uma lei de FHC, amparada pelo STF, a Petrobras tem feito contratos sem licitações, de 2001 até hoje. A “prática” é irregular? CPI neles! Todos. Mas, antes, hora de refazer o título e o lead!

Petrobrás gastou R$ 72 bi em contratos sem licitação, em oito anos

Desde 2001, durante o segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), até abril deste ano, a Petrobras gastou cerca de R$ 72 bilhões em contratos feitos sem licitação. Os gastos foram autorizados, em 1998, por um decreto presidencial assinado por FHC e, posteriormente, amparados por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre 2001 e 2002, a empresa, sob administração tucana, gastou R$ 25 bilhões em contratos do gênero, em valores não atualizados, uma média de R$ 12,5 bilhões por ano. No governo Lula, esses gastos chegaram a R$ 47 bilhões, entre 2003 e abril de 2009, uma média de R$ 7,8 bilhões anuais.

Bom, não sei vocês, mas eu adoro jornalismo. Em valores atualizados, claro.

link para postagem original:
http://brasiliaeuvi.zip.net/

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Permacultura

As atividades da Oficina de Permacultura estão adiadas até o dia 5 de Junho e serão retomadas no dia 6 de Junho às 9h.
Quem quiser participar, envie um e-mail para coletivofaca@gmail.com com assunto "permacultura", contendo nome, idade, endereço e telefone.
Teremos 20 vagas!

Lembrando que o intuito da Oficina de Permacultura é de trocar experiências de micro-produção de alimentos, reutilização e captação de água, composteiras, minhocários, hortas verticais, hortas comuns, espirais, aquecedor solar, entre outras coisas, formando uma rede de pessoas que produzem e trocam alimentos e outros produtos entre sí, além de técnicas de redução de consumo, reaproveitamento, etc..

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Mês de Maio no FACA


Salve Camaradas!

o mês de maio começa e as atividades do FACA prosseguem!!!

a partir do dia 9 vão rolar as seguintes atividades:

sábados:

9h oficina de permacultura - o intuito é de trocar experiências de micro-produção de alimentos, reutilização e captação de água, composteiras, minhocários, hortas verticais, hortas comuns, espirais, aquecedor solar, entre outras coisas, formando uma rede de pessoas que produzem e trocam alimentos entre sí, além de técnicas de redução de consumo, reaproveitamento, etc..

12h oficina de culinária I-Tal - assim é denominada a alimentação do RASTAFARI, que prega, como ja diz em seu nome uma alimentação vital ligada diretamente com a natureza e a divindade de JAH, deixando de lado todo tipo de alimento que é produzido de forma exploratória, se aproximando o máximo possivel da naturalidade dos alimentos.

15h aula de capoeira angola - o Professor Alan, aluno do Mestre Jogo de Dentro do Grupo Semente do Jogo de Angola, ensina as técnicas da capoeira angola, bem como sua história.


domingos:

10h grupo de yoga - o grupo tem o objetivo de fazer as prátias de yoga, bem como, estudar sobre a ética yogue, prática e posturas conscientes não só com o corpo, mas com o espírito e com o planeta. A pratica das posturas são orientadas por um professor de yoga convidado, os estudos são feitos por todas e todos, toda contribuição é bem vinda.



Todas as atividades são de participação livre e são gratuitas, é só chegar no dia e horário!!!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Precisamos Aprender a Enxergar

Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente)

Thiago de Mello



Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.

Nada É Impossível De Mudar

Desconfiai do mais trivial,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois, em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural.
Nada deve parecer impossível de mudar.

Bertolt Brecht

O nome da gripe é Smithfield Foods (Agronegócio)

por Cristóvão Feil, no Diário Gauche

Eu sempre insisto aqui neste blog Diário Gauche que o nome que se dá a coisas, objetos, projetos, episódios e até a doenças é muito importante.

Vejam o caso dessa epidemia mundial de gripe viral. Estão chamando-a – de forma imprópria – de gripe suína. Nada mais ideológico. Nada mais acobertador da verdade.

O vírus dessa gripe se originou da combinação de múltiplos pedaços de ADN humanos, aviários e suínos. O resultado é um vírus oportunista que acomete animais imunodeprimidos, preferencialmente porcos criados comercialmente em situações inadequadas, não-naturais, intensivas, massivas, fruto de cruzamentos clonados e que se alimentam de rações de origem transgênica, vítimas de cargas extraordinárias de antibióticos, drogas do crescimento e bombas químicas visando a precocidade e o anabolismo animal.

Especulações científicas indicam que o vírus dessa gripe teve origem nas Granjas Carroll, no Estado mexicano de Vera Cruz. A granja de suínos pertence ao poderoso grupo norte-americano Smithfield Foods, cuja sede mundial fica no Estado de Virgínia (EUA).

A Smithfield Foods detém as marcas de alimentos industriais como Butterball, Farmland, John Morrell, Armour (que já teve frigorífico no RS e na Argentina), e Patrick Cudahy. Trata-se da maior empresa de clonagem e criação de suínos do mundo, com filiais em toda a América do Norte, na Europa e China.

Deste jeito, pode-se ver que não é possível continuar chamando a gripe de “suína”, pois trata-se de um vírus oportunista que apenas valeu-se de condições biológicas ótimas – propiciadas pela grande indústria de fármacos, de engenharia biogenética, dos oligopólios de alimentos e seus satélites de grãos e sementes. Todos esses setores contribuiram com uma parcela para criar essa pandemia mundial de gripe viral.

O nome da gripe, portanto, não é “suína”. O nome da gripe é: “gripe do agronegócio internacional” – que precisa responder judicialmente o quanto antes – urgentemente – pela sua ganância e irresponsabilidade com a saúde pública mundial.

link para postagem original: http://diariogauche.blogspot.com/2009/04/o-nome-da-gripe-e-smithfield-foods.html

O espetáculo da gripe

por Luiz Carlos Azenha no sítio internet Ví o Mundo

Lá vamos nós, de novo, embarcar na montanha russa da mídia. Agora é a vez de você, caro telespectador, curtir todas as emoções da gripe seja-lá-como-decidiram-batizá-la.

Uma amiga, no México, me liga: e aí? Fique tranquila. Você não vai pegar gripe. Como assim? Respondo: quantos casos OFICIAIS existem no México? Algumas centenas? Ora, se a Cidade do México tem 22 milhões de habitantes a chance de você pegar a gripe E morrer é tão grande quanto a de acertar na Mega Sena. Oficialmente, ao que eu sei, são menos de 10 mortes no México, que é o epicentro da "epidemia".

Além disso, as chances de você se recuperar da gripe são grandes. É só comparar a relação casos confirmados/mortes no México ou fora dele.

Quantas mortes a malária causa anualmente? Um milhão. Isso mesmo: um milhão de pessoas morrem de malária, doença de pobre, todo ano. É por isso que minha amiga, ao circular na periferia da Cidade do México, descobriu que ninguém usa a máscara. O mexicano comum sabe que é mais provável que morra "atirado" ou atropelado do que de gripe.

Nos próximos dias, teremos todas as manchetes óbvias sobre os bebês, os anões e as mulheres grávidas que pereceram diante da "nova" enfermidade. Meu coração ficará com as vítimas e suas famílias. Nunca com os repórteres que vão fingir preocupação diante de hospitais e centros de pesquisa. Eles estarão a serviço do "espetáculo da gripe", assim como estiveram, não faz muito tempo, a serviço do sacrifício ritual da adolescente Eloá.

"Mas, Azenha, você não acredita na TV?". Costumo dizer que cobro um preço para fazer TV. Para assistir custa mais caro. Não suporto mais "indignação", "preocupação" e "emoção" ensaiadas, de estúdio, essa farsa repetitiva que ocupa o espaço entre dois comerciais.

link para a postagem original: http://www.viomundo.com.br/opiniao/o-espetaculo-da-gripe/

Os bons negócio$ entre o Serra e a editora Abril continuam

por Chicão Dois Passos, em seu blog http://chicaodoispassos.blogspot.com/

É inacreditável!

É dinheiro, milhões, no bolso dos donos da Editora Abril. Eles estão rindo atoa de felicidade.

O dinheiro dos nossos impostos estão sendo DESPERDIÇADOS com eles.

Quando você abre uma revista do grupo Abril é só elogio ao José Serra: competente, capaz, vitorioso...

O novo negócio entre ele$ é o seguinte:

- Contrato: 15/0149/09/04
- Empresa: Editora Abril S/A.
- Objeto: Aquisição de 25.702 assinaturas da Revista Recreio que
serão destinadas às escolas da Rede de Ensino da COGSP e da
CEI. - Prazo: 608 dias
- Valor: R$ 12.963.060,72 quase R$ 13 MILHÕES
- Data de Assinatura: 09/04/2009.
- Extratos de convênios - Convênio: 54/0443/09/06


Esta revista Recreio é dirigida às crianças. Ela custa CARO, porque junto vem um brinquedinho. Custa R$ 10,00, nas bancas de jornal.

O valor da compra SEM LICITAÇÃO é equivalente ao preço do exemplar na banca, sem descontos. No site você pode assinar com 10% de desconto, e uma segunda assinatura dá direito a 35%.

O governo Serra compra 25.702 assinaturas SEM O DESCONTO dado para qualquer um que fizer a assinatura? É demais. Não é incompetência, é planejamento político.

E mais. O brinquedinho que vem junto vai ser usado como? Vai ficar para quem? É o brinquedinho que torna a revista TÃO CARA.

Vale a pena perguntar:

Qual a relevância curricular para tais compras?

Como será O TRABALHO PEDAGÓGICO com as revistas?

Se é para estimular a leitura, como será feito? Quais livros vão usar? Porque não compram outras revistas de melhor qualidade, como a Ciência Hoje para Crianças?

Perguntei para duas professoras de escolas estaduais de SP sobre estes constantes negócios entre o Serra e a Abril. Elas relataram desperdício de dinheiro e falta de planejamento pedagógico.

A editora Abril ainda tem um ganho indireto de marketing: a revista será apresentada para um público que não costuma compra-la. As crianças, vendo o brinquedinho, que não ficará com ela, pedirão para os pais comprar a revista por causa do brinquedo. Se 5% dos pais fizerem isto, será uma aumento monstruoso de vendas da revista.

Será mais dinheiro no bolso dos donos da editora. Eles ficam felizes, eles agem pensando em dinheiro e poder.

Enquanto isto bons livros NÃO SÃO COMPRADOS.

Bons projetos pedagógicos são desconsiderados.

Boas idéias são destruídas, pois o foco é agir de modo a ajudar os donos da editora Abril.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Repórter da Globo desmente versão de cárcere privado

Por Max Costa*, tirado do sítio internet do MST

Vitor Haor, repórter da TV Liberal - afiliada da TV Globo -, depôs ao delegado de Polícia de Interior do Estado do Pará e, em seu depoimento, negou que os profissionais do jornalismo tenham sido usados como "escudo humano" pelos Sem Terra, bem como desmentiu a versão - propagada pela Liberal, Globo e outras emissoras - de que teriam ficado em cárcere privado, durante conflito na fazenda Santa Bárbara, em Xinguara. Está de parabéns o repórter - um trabalhador que foi obrigado a cumprir uma pauta recomendada, mas que não aceitou mais compactuar com essa farsa. Talvez tenha lhe voltado a mente o horror presenciado pela repórter Marisa Romão, que em 1996 foi testemunha ocular do Massacre de Eldorado dos Carajás e não aceitou participar da farsa montada pelos latifundiários e por Almir Gabriel, vivendo desde então sob ameaças de morte.A consciência deve ter pesado, ou o peso de um falso testemunho deva ter influenciado. O certo é que Haor não aceitou participar até o fim de uma pauta encomendada, tal quais os milhares de crimes que são encomendados no interior do Pará. Uma pauta que mostra a pistolagem eletrônica praticada por alguns veículos de comunicação e que temos o dever de denunciar.Desde o início, a história estava mal contada. Um novo conflito agrário no interior do Pará, em que profissionais do jornalismo teriam sido usados como escudo humano pelo MST e mantidos em cárcere privado pelo movimento, em uma propriedade rural, cujo dono dificilmente tinha seu nome revelado. Quem conhecia e acompanhava um pouco da história desse conflito sabia que isso se tratava de uma farsa. A população, por sua vez, apesar de aceitar a criminalização do MST pela mídia e criticar a ação do movimento, via que a história estava mal contada.As perguntas principais eram: como o cinegrafista, utilizado como "escudo humano" - considero aqui a expressão em seu real sentido e significados -, teria conseguido filmar todas as imagens? Como aconteceu essa troca de tiros, se as imagens mostravam apenas os "capangas" de Daniel Dantas atirando? Como as equipes de reportagem tiveram acesso à fazenda se a via principal estava bloqueada pelo MST? Por que o nome de Daniel Dantas dificilmente era citado como dono da fazenda e por que as matérias não faziam uma associação entre o proprietário da fazenda e suas rapinagens?Para completar, o que não explicavam e escondiam da população: as equipes de reportagem foram para a fazenda a convite dos proprietários e com alguns custos bancados - inclusive tendo sido transportados em uma aeronave de Daniel Dantas - como se fossem fazer aquelas típicas matérias recomendadas, tão comum em revistas de turismo, decoração, moda e Cia (isso sem falar na Veja e congêneres).Além disso, por que a mídia considerava cárcere privado, o bloqueio de uma via? E por que o bloqueio dessa via não foi impedimento para a entrada dos jornalistas e agora teria passado a ser para a saída dos mesmos? Quer dizer então que, quando bloqueamos uma via em protesto, estamos colocando em cárcere privado, os milhares de transeuntes que teriam que passar pela mesma e que ficam horas nos engarrafamentos que causamos com nossos legítimos protestos?Pois bem, as dúvidas eram muitas. Não apenas para quem tem contato com a militância social, mas para a população em geral, que embora alguns concordassem nas críticas da mídia ao MST, viam que a história estava mal contada. Agora, porém, essa história mal contada começa a ruir e a farsa começa a aparecer.

* Max Costa é jornalista de Belém e também membro da secretaria geral do PSOL

link para versão original:
http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6704

1º de Maio - Dia D@s Trabalhador@s

clique na imagem para ampliar

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Mirando 2010, Serra evita aderir ao programa Minha Casa

tirado do sítio internet Vermelho

Enquanto a maioria dos estados busca formas de ampliar a participação no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, com o qual o governo federal pretende construir 1 milhão de moradias em todo o país, o governo de São Paulo, comandado por José Serra (PSDB), cria obstáculos para evitar que o programa seja adotado em São Paulo. É bom lembrar que São Paulo concentra o maior déficit habitacional do país e já tem mais de meio milhão de famílias inscritas à espera da casa própria. O pano habitacional do governo federal prevê que São Paulo tenha o maior lote de moradias: 183.995 casas ou apartamentos. O número se justifica pois o déficit habitacional paulista é bem maior que em qualquer outro estado do Brasil. Faltam 1.478.495 moradias em São Paulo.
Segundo observadores da política paulista, a postura do governador Serra ''é puro jogo eleitoreiro, com vistas exclusivamente a 2010''. Serra estaria incomodado com o fato do governo federal ficar com os ''bônus'' do programa, chefiado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, possível rival de Serra nas eleições presidenciais de 2010.
Os argumentos levantados pelo governo paulista contra o programa são de ordem burocrática. Serra quer que a verba destinada ao programa seja administrada pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano), para, através dela, fazer os contratos com as construtoras e o gerenciamento das obras.
Para a opinião pública, o tucano usa como desculpa para não aderir ao programa que não concorda que o Estado só doe o terreno e cadastre as famílias. Ele quer, também, participar da construção dos imóveis.
Na verdade, os tucanos reivindicam o dinheiro porque a CDHU contingencia recursos para o superávit do Estado.
Para a secretária nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, as condições impostas por São Paulo para aderir ao Minha casa, Minha Vida não são consistentes. Segundo ela, o programa federal não prevê esse repasse de verba, reivindicado pelo governador José Serra, para que Estados e municípios façam a construção dos imóveis.
Nesse programa habitacional de 1 milhão de casas, a prioridade é construir do zero para gerar emprego. ''Os Estados podem continuar com seus programas (habitacionais) e ainda aderirem ao Minha Casa, Minha Vida, explica a secretária ao rebater outra justificativa do governo paulista: a de que através de sua empresa de habitação já se constrói residências em São Paulo.
''Já há R$ 1 bilhão de recursos do PAC disponível para a CDHU'', lembra ela, mostrando que a companhia habitacional paulista já é contemplada com recursos do governo federal.
Pelo programa federal, as construtoras privadas recebem os recursos para a construção das casas mediante projetos aprovados pela União. Os imóveis são financiados para famílias com renda de até três salários mínimos (R$ 1.395, atualmente), que pagarão prestações equivalentes a R$ 50,00 (hoje) por 10 anos.
Na interpretação do deputado estadual Simão Pedro (PT), coordenador da Frente Parlamentar de Habitação e Reforma Urbana paulista: ''a atitude do Estado é política, e não técnica. Serra evita a adesão por considerar que o programa dará visibilidade à candidatura (presidencial) de Dilma.''

link para postagem original: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=54831

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Balaio Cultural Grajaú

O Informativo Balaio Cultural foi criado em 2006 pelo Coletivo Balaio Grajaú, rede de grupos e organizações que atuam na região do distrito para a articulação dos diversos grupos para o desenvolvimento de atividades culturais e o debate em torno das políticas culturais no distrito. O informativo nasceu com a proposta de ser um instrumento de articulação e expressão das demandas e ações dos grupos e movimentos sociais do distrito do Grajaú e zona sul. Até meados de 2008 o Balaio Cultural era impresso com apoio do Instituto Pólis. A partir de maio do mesmo ano, o informativo passou a ser impresso com apoio do Programa de Valorização de Inciáticas Culturais da Secretária Municipal de Cultura (VAI). Agora em 2009, o Pólis retoma essa relação de apoio para a impressão em parceria com o Coletivo FACA, que colabora na articulação local para a sua produção. Com o intuito de potencializar o informativo, a proposta é:

- Convidar tod@s @s que já participaram do Balaio Cultural do Grajaú a se integrarem ao novo processo;

- Convidar novas pessoas, grupos, coletivos e/ou organizações a participar da construção do Balaio Cultural do Grajaú;

- Discutir coletivamente a estrutura de retomada do Balaio Cultural do Grajaú, a partir de uma proposta mais politizada e participativa;

- Rever o formato anterior no intuito de avaliar a pertinência dos conteúdos já presentes e de propostas novas;

- Não definir estruturas fixas de trabalho, a fim de que tod@s possam se integrar de tudo, a cada nova edição;

- Estabelecer compromissos entre @s participantes, definindo prazos, datas de reuniões, prioridades, processos, divisão de tarefas e afins, sempre coletivamente;

- A cada fim de ciclo, enviar novo convite aos grupos, pessoas, organizações e afins, para aumentar a participação e tornar o espaço descentralizado;

- Realizar, ao menos, três reuniões coletivas para cada processo de edição;

- Dividir o processo de construção do Balaio Cultural do Grajaú em quatro ciclos (1º - Discussão e Definição. 2º - Produção do Conteúdo, 3º - Edição e Montagem, 4º - Divulgação), no intuito de dinamizar o processo e garantir a periodicidade, bem como garantir a participação de tod@s;

- No desenvolvimento de cada ciclo, as equipes terão de marcar encontros e reuniões entre si, para realizar as tarefas com as quais se comprometeram, tendo de antemão as datas para retorno.

Tudo isso pensando o informativo Balaio Cultural como uma forma de passar adiante nossas idéias e discussões, informando de forma articulada o que está acontecendo no Grajaú, visando o desenvolvimento cultural e social de todas as pessoas envolvidas no processo e da região.

A primeira reunião para a retomada do projeto será no dia 25/04 às 18:00 hs no Espaço Cultural FACA, Rua Alziro Pinheiro Magalhães, 580, Jd. Itajaí – Grajaú.

TOD@S QUE QUISEREM PARTICIPAR E CONTRIBUIR ESTÃO CONVIDAD@S!

MST ESCLARECE ACONTECIMENTOS OCORRIDOS NO PARÁ

tirado do sítio internet do MST

Em relação ao episódio na região de Xinguara e Eldorado de Carajás, no sul do Pará, o MST esclarece que os trabalhadores rurais acampados foram vítimas da violência da segurança da Agropecuária Santa Bárbara. Os Sem Terra não pretendiam fazer a ocupação da sede da fazenda nem fizeram reféns. Nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, que apenas fecharam a PA-150 em protesto pela liberação de três trabalhadores rurais detidos pelos seguranças. Os jornalistas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria, como sustenta a Polícia Militar. Esclarecemos também que:

1- No sábado (18/4) pela manhã, 20 trabalhadores Sem Terra entraram na mata para pegar lenha e palha para reforçar os barracos do acampamento em parte da Fazenda Espírito Santo, que estão danificados por conta das chuvas que assolam a região. A fazenda, que pertence à Agropecuária Santa Bárbara, do Banco Opportunity, está ocupada desde fevereiro, em protesto que denuncia que a área é devoluta. Depois de recolherem os materiais, passou um funcionário da fazenda com um caminhão. Os Sem Terra o pararam na entrada da fazenda e falaram que precisavam buscar as palhas. O motorista disse que poderia dar uma carona e mandou a turma subir, se disponibilizando a levar a palha e a lenha até o acampamento.

2- O motorista avisou os seguranças da fazenda, que chegaram quando os trabalhadores rurais estavam carregando o caminhão. Os seguranças chegaram armados e passaram a ameaçar os Sem Terra. O trabalhador rural Djalme Ferreira Silva foi obrigado a deitar no chão, enquanto os outros conseguiram fugir. O Sem Terra foi preso, humilhado e espancado pelos seguranças da fazenda de Daniel Dantas.

3- Os trabalhadores Sem Terra que conseguiram fugir voltaram para o acampamento, que tem 120 famílias, sem o companheiro Djalme. Avisaram os companheiros do acampamento, que resolveram ir até o local da guarita dos seguranças para resgatar o trabalhador rural detido. Logo depois, receberam a informação de que o companheiro tinha sido liberado. No período em que ficou detido, os seguranças mostraram uma lista de militantes do MST e mandaram-no indicar onde estavam. Depois, os seguranças mandaram uma ameaça por Djalme: vão matar todas as lideranças do acampamento.

4- Sem a palha e a lenha, os trabalhadores Sem Terra precisavam voltar à outra parte da fazenda para pegar os materiais que já estavam separados. Por isso, organizaram uma marcha e voltaram para retirar a palha e lenha, para demonstrar que não iam aceitar as ameaças. Os jornalistas, que estavam na sede da Agropecuária Santa Bárbara, acompanharam o final da caminhada dos marchantes, que pediram para eles ficarem à frente para não atrapalhar a marcha. Não havia a intenção de fazer os jornalistas de “escudo humano”, até porque os trabalhadores não sabiam como seriam recebidos pelos seguranças. Aliás, os jornalistas que estavam no local foram levados de avião pela Agropecuária Santa Bárbara, o que demonstra que tinham tramado uma emboscada.

5- Os trabalhadores do MST não estavam armados e levavam apenas instrumentos de trabalho e bandeiras do movimento. Apenas um posseiro, que vive em outro acampamento na região, estava com uma espingarda. Quando a marcha chegou à guarita dos seguranças, os trabalhadores Sem Terra foram recebidos a bala e saíram correndo – como mostram as imagens veiculadas pela TV Globo. Não houve um tiroteio, mas uma tentativa de massacre dos Sem Terra pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara.

6- Nove trabalhadores rurais ficaram feridos pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara. O Sem Terra Valdecir Nunes Castro, conhecido como Índio, está em estado grave. Ele levou quatro tiros, no estômago, pulmão, intestino e tem uma bala alojada no coração. Depois de atirar contra os Sem Terra, os seguranças fizeram três reféns. Foram presos José Leal da Luz, Jerônimo Ribeiro e Índio.

7- Sem ter informações dos três companheiros que estavam sob o poder dos seguranças, os trabalhadores acampados informaram a Polícia Militar. Em torno das 19h30, os acampados fecharam a rodovia PA 150, na frente do acampamento, em protesto pela liberação dos três companheiros que foram feitos reféns. Repetimos: nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, mas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria. Os sem-terra apenas fecharam a rodovia em protesto pela liberação dos três trabalhadores rurais feridos, como sustenta a Polícia Militar.

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA - PARÁ

link para postagem original:
http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6660

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Xadrez sem muros - Meninas em ação.


Os companheir@s do Xemalami realizam no próximo dia 19/04 uma edição especial do projeto "XADREZ SEM MUROS " - MENINAS EM AÇÃO , um evento voltado a melhoria da praça e valorização da participação feminina.

maiores informações : www.myspace.com/xemalami


abaixo assinado contra a revisão do plano diretor - assinem !

Caros amigos,
hoje estamos contando com 144 entidades/organizações subscrevendo o abaixo-assinado contra a atual revisão do Plano Diretor Estratégico. Vejam o link http://www.grupos. com.br/blog/ plano-diretor/
Para mais entidades assinarem o documento, encaminhem mensagem
solicitando inclusão para o endereço e-mail abaixoassinado- pde@ig.com. br
Favor divulgar!
Participe do grupo de discussão - inscreva-se mandando uma mensagem para o e-mail abaixo:
plano-diretor@ grupos.com. br. Participe dessa luta na Frente das Entidades.
Abraços a todos
Heitor Marzagão Tommasini
Movimento Defenda São Paulo

Abaixo-assinado contra o atual projeto de revisão do Plano Diretor Estratégico

Para outras entidades subscreverem este documento, mande uma mensagem para abaixoassinado- pde@ig.com. br

ABAIXO-ASSINADO


CONSIDERANDO que a Prefeitura da Cidade de São Paulo não cumpriu o determinado no Art. 293 do Plano Diretor Estratégico vigente, que estabelece os limites legais de sua própria revisão, restrita apenas à adequação das ações estratégicas do Plano Diretor, com possíveis acréscimos de áreas do território da cidade para aplicação dos instrumentos previstos no Estatuto da Cidade;

CONSIDERANDO

que a Prefeitura da Cidade de São Paulo, extrapolando os limites legais da revisão do Plano Diretor Estratégico, simplesmente propôs um novo Plano, o qual suprimiu importantes elementos do desenvolvimento urbano já conquistados, com significativos retrocessos nos aspectos sociais e culturais do Plano vigente, como as alterações das Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) ou a retirada da importante figura dos Planos de Bairro, entre outros;

CONSIDERANDO que, ao mesmo tempo, este novo Plano coloca praticamente todo o território urbano sujeito à venda de áreas construídas superiores às atualmente permitidas, liberando sem controle a verticalização e adensamento ao sabor do interesse puramente imobiliário, desconsiderando seus reflexos na evidente ausência de sustentabilidade ambiental de nossa cidade;

CONSIDERANDO que a Prefeitura da Cidade de São Paulo não apresentou nenhum Plano de Habitação, de Transportes e Circulação Viária, dispositivos estes interdependentes e subordinados às diretrizes do Plano Diretor Estratégico vigente, cuja concepção e aplicação integradas são fundamentais para a sua revisão e futura elaboração de adequadas Normas de Uso e Ocupação do Solo, como legalmente previsto e não cumprido pelo Executivo, o que por si só invalida o projeto encaminhado à Câmara;

CONSIDERANDO que a Prefeitura da Cidade de São Paulo procedeu de forma pouco democrática, desde a apresentação do Projeto até o encaminhamento para a Câmara Municipal, retrocedendo no processo de discussão e gestão participativa, através de audiências públicas absolutamente carentes de informação, de tempo para qualquer manifestação pública consistente, em grosseiro arremedo mal disfarçado de democracia;

CONSIDERANDO que a sociedade civil paulistana não aceita mais este tipo de menosprezo para com as Leis e os Direitos constitucionais dos cidadãos de participar da concepção, implementação e monitoramento das intervenções relativas ao desenvolvimento urbano de sua cidade, posto que prejuízos são distribuídos para a imensa maioria da sociedade, enquanto uns poucos se beneficiam;

Preservação ambiental ou segregação da pobreza ?

por: Kleber Luis.
Vejam só! Os epsódios se repetem seja nos morros do Rio de Janeiro ou nas periférias de São Paulo, sempre a elite tentando manter a classe pobre e trabalhadora fora do contato dos vetores de desnvolvimento comercial da cidade, nos querem perto simplesmente para servir como mão de obra barata para manter a grande engrenagem funcionando, essa "limitação" das favelas que propoe o governo do Rio de Janeiro deixa bem claro a postura das classes burguezas frente a nós trabalhadores, bem parecido com o cheque despejo proposto pelo governo de São Paulo em troca da desapropriação das casas nas areas próximas as reprezas e corregos. Sérá que estes muros só irão limitar que as favelas do Rio de Janeiro avancem para as areas de mata atlântica ? Ou estes muros na verdade são um grande pretexto para que os moradores fiquem ilhados dentro de suas comunidades? Que valores simbolicos existem na construção destes muros ? Estas são as soluções encontradas pelo capitalismo, isolar a pobreza por ele mesmo criada?
Que bela solução hein, uma resposta a estes governos higienistas tem que ser dada.

segue materia abaixo!
Sábado, 4 de abril de 2009, 22:17 | Versão Impressa

Limitar favelas com muros é um ato segregador?

Construção gera polêmica

O Estado de S.Paulo

- O governo do Rio de Janeiro vai construir muros no entorno de 11 favelas
para conter o crescimento desordenado das comunidades e a devastação da
mata atlântica. O projeto será implantado apenas na zona sul da capital
fluminense. Os muros, chamados de ecolimites, terão 3 metros de altura e a
extensão total prevista é de 11 quilômetros. O custo calculado é de
aproximadamente R$ 40 milhões. As obras foram iniciadas na favela Santa
Marta, em Botafogo.

Resultado da enquete:

Sim> 29%

Não> 71%

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Stedile: Governo tem medo do debate sobre a crise

por Luciana Lima da Agência Brasil

A falta de debate e de novas idéias para combater a crise financeira mundial levam o governo e a classe empresarial a não conseguir resolver as questões econômicas atuais. A opinião é do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stedile, que, em entrevista à Agência Brasil, disse que o governo tem medo da discussão sobre a crise. “O governo tem medo de entrar de cabeça no debate sobre a crise, temendo repercussões eleitorais”, disse.
O líder do MST defendeu a estatização dos bancos, o fim do superávit primário e a garantia de emprego como formas de construir um “novo modelo econômico” para o Brasil. Ele elogiou o programa habitacional lançado pelo governo, mas se disse preocupado com a execução da construção de 1 milhão de casas. “ Nunca vi construtora ganhar dinheiro construindo casa para pobre”, criticou.
Para Stedile, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apontado pelo próprio governo como alternativa para enfrentar a crise, não cumpre a função anticíclica. “O PAC é um projeto antigo, de antes da crise. É necessário pensar outra matriz industrial para resolver problemas do povo, não da exportação”, destacou.

a entrevista na íntegra está em nossa página de artigos e textos.

A Curandeira... alegria, emoção, revolta e amor

por Rodrigo Gomes

"Quando o Homem arranca as florestas, cria os desertos... e quando arranca os diferentes ele cria... a solidão!"
Esta frase sintetiza um pouco das questões e emoções trazidas a tona na peça A Curandeira, de Adriana Fortes.
Trazendo ervas e curas para os males da carne e da alma, a timida Curandeira nos leva ao riso, as lágrimas, a revolta e a reflexão, quando conta suas estórias, quando se enerva diante do agronegócio, quando lembra que temos corrido tanto, mas parecemos não chegar a lugar algum...
Cantos e versos envolvem os presentes na harmonica proposta, tão simples e tão complicada, de que devíamos "aprender a escutar mais" e que "tudo tem propósito no mundo, mesmo uma simples pedra".
Sem trazer conclusões, A Curandeira nos leva a refletir sobre liberdade imposta e liberdade conquistada, sobre felicidade e sacrificio, sobre vida e morte... mas sem perder a expressão de amor e alegria, e o bom humor!
Enfim toda a peça é uma cura!
Nos faz lembrar que estamos vivos e que embora, nesses tempos cinzentos, não tenhamos mais certeza sobre quem ou o que somos, sempre é tempo de crescer, se desenvolver e construir um novo sentido pra a vida!


A Curandeira está em cartaz no
Centro Cultural São Paulo
terças, quartas e quintas, às 21h
R$15,00 (dia 21/4 - R$2,30)

A Real Face da Monsanto

Em entrevista jornal argentino Página 12, a escritora e documentarista francesa, Marie-Monique Robin apresenta seu novo livro, fruto de três anos de profundas investigações sobre o poder de influência da multinacional sobre Governos e o projeto de controle total da produção de alimentos em nível global. Corrupção, produção de armas químicas e controle sobre o que você come são algumas das denuncias feitas pela francesa.

"Como define a Monsanto?
Monsanto é uma empresa deliquente. E digo por que há provas concretas disso. Foi muitas vezes condenada por suas atividades industriais, por exemplo o caso dos PCB, produto que agora está proibido, mas que segue contaminando o planeta. Durante 50 anos o PCB esteve nos transformadores de energia. E a Monsanto, que foi condenada por isso, sabia que eram produtos muito tóxicos, mas escondeu informação e nunca disse nada. E é a mesma história com outros dois herbicidas produzidos por Monsanto, que formaram o coquetel chamado “agente laranja” utilizado na guerra do Vietnã, e também sabia que era muito tóxico e fez o mesmo. E mais, manipulou estudos para esconder a relação entre as dioxinas e o câncer. É uma prática recorrente na Monsanto."

A entrevista na íntegra está em nossa página de Artigos e Textos.

domingo, 5 de abril de 2009

Leitura Atrasada

por Rodrigo Gomes

Na Caros Amigos 141, dezembro de 2008, há uma ótima entrevista com o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, autor de ações que chamaram a atenção do povo brasileiro por, finalmente, meter a burguesia brasileira na cadeia!
Infelizmente, quando a coisa é com eles, a burguesia, todos os direitos possíveis são respeitados, e inventados quando é o caso, e tudo é feito para tirá-los da prisão o mais rápido possível e garantir o esquecimento do caso...
No entanto, não é de Daniel Dantas que me apreciei na entrevista... Nem de Maluf...
O que mais chamou a atenção foi o esmiuçamento da questão da dívida pública, tão ampliada pela ditadura militar e sua estratégia de escancaramento ao empresariado internacional, mas que foi absurdamente aumentada na gestão do salvador-da-pátria-inteligentíssimo-digno-senhor-doutor Fernando Henrique Cardoso. Sempre resguardado pela escrota mídia empresarial, que assim como a Serra, silencia criminosamente sobre as ações, falcatruas e desgraças nacionais causadas pelo ex-presidente.
Em nossa página de artigos e textos está reproduzido o trecho com a questão da divida pública, mas recomendo à tod@s a leitura completa desta entrevista.

A Ditadura Militar e a Imprensa

por Rodrigo Gomes

Ao completar-se 45 do golpe militar que depôs João Goulart, em 31 de março/1º de abril de 1964, na última quarta-feira, muitos debates estão sendo realizados, todos eles importantes e pertinentes.
Mas, para mim, uma coisa que preocupa é como se comportou a imprensa, essa mesma imprensa que se encontra aqui ainda hoje, manipuladora, interesseira e indigna, mas que tanto faz cena de sofrida, tendo sido (supostamente) perseguida nos 21 anos que duraram a escuridão política de nosso país...
No ano passado, Folha de São Paulo e Estado de São Paulo tiveram espaço para mostrar o que acontecia com a imprensa na época subsequente ao golpe de 64, durante a exposição "68 - Utópicos e Rebeldes", realizada pelo Ministério da Cultura. A choradeira era sensibilizante!
Mas a questão é outra: Como agiram, no momento da ação e logo após, essa imprensa que hoje se diz perseguida???
A resposta é revoltante!
A agência Carta Maior publicou uma pesquisa de Clarissa Pont, sobre as notícias e editoriais publicados à época do golpe, que segue abaixo:

“Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.

Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada ...”

(O Globo - Rio de Janeiro - 4 de Abril de 1964)

“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade.
Ovacionados o governador do estado e chefes militares.
O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (...), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade”

(O Estado de Minas - Belo Horizonte - 2 de abril de 1964)

“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos”
“Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”

(O Globo - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”
(O Dia - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu.”
(Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”
(Editorial de O Povo - Fortaleza - 3 de Abril de 1964)

“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 1º de Abril de 1964)

“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República ...O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”
(Correio Braziliense - Brasília - 16 de Abril de 1964)

“Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas. Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento”
(A Razão - Santa Maria - RS - 17 de Abril de 1964)

“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se. Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”.
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 31 de Março de 1973)

“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”.
(Jornal do Brasil, edição de 01 de abril de 1964.)

"Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada".
Editorial do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal" (O Globo", edição de 07 de outubro de 1984, sob o título: "Julgamento da Revolução").

Mais algumas manchetes:

31/03/64 – CORREIO DA MANHÃ – (Do editorial, BASTA!): "O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!"

1°/04/64 – CORREIO DA MANHÃ – (Do editorial, FORA!): "Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: Saia!"

1o/04/64 – ESTADO DE SÃO PAULO – (SÃO PAULO REPETE 32) "Minas desta vez está conosco"... "dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições."

02/04/64 – O GLOBO – "Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada"... "atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso... as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal".

02/04/64 – CORREIO DA MANHÃ – "Lacerda anuncia volta do país à democracia."

05/04/64 – O GLOBO – "A Revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista".

05/04/64 – O ESTADO DE MINAS – "Feliz a nação que pode contar com corporações militares de tão altos índices cívicos". "Os militares não deverão ensarilhar suas armas antes que emudeçam as vozes da corrupção e da traição à pátria."

06/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "PONTES DE MIRANDA diz que Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la!"

09/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "Congresso concorda em aprovar Ato Institucional".

Cabe salientar que João Goulart foi eleito por voto, em eleição direta. Era o chamado "populista".
Não havia revolução comunista em curso. Havia, isso sim, uma organização maior d@s trabalhador@s, estudantes e camponeses. E que, ainda assim, não foram capazes de reagir ao golpe.
O inaceitável, para as elites brasileiras, como sempre foi, era o povo pobre brasileiro receber alguma coisa, ter seus direitos reconhecidos.
Hoje, a mesma imprensa constrói estórias, fatos, reportagens, denúncias e, por outro lado, omite, finge não ver o que acontece... dependendo de quem interessa defender ou derrubar...
Para exemplificar:
Por que havia hoje na capa da Folha de São Paulo a manchete:
"Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfin Netto" com uma foto da ministra da Casa Civil, quando presa pela ditadura???
Por que a revista Veja não noticiou a guerra entre policiais civis e militares, ocorrida no fim do ano passado???
Censura, na mídia empresarial, é o interesse do editor em publicar ou não...

manchetes de jornal tiradas do sítio internet da Agência Carta Maior, no link:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15896