quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Solidariedade ao Povo Palestino


Participe das manifestações de repúdio ao massacre praticado por Israel contra os palestinos, nesta semana, no centro de São Paulo:

Sexta-feira (9)

- Marcha em Solidariedade ao Povo Palestino
Horário: 14h
Local: Vão Livre do Masp
Endereço: Avenida Paulista, 1578


Domingo (11)

- Grande Marcha Contra o Massacre de Israel
Horário: 10 horas
Local: Concentração no Vão Livre do Masp, Avenida Paulista.
Marcha até o Parque do Ibirapuera

Convocam:
CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais); CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil); CUT; Conlutas; Intersindical; Afubesp (Associação dos Funcionários do Banespa); UNE; Ubes; Upes (União Paulista dos Estudantes Secundaristas); DCE da USP; UJS (União da Juventude Socialista); Juventude Revolução; Movimento pelo Passe Livre; MST; MLT (Movimento de Luta pela Terra); Conselho Mundial da Paz (CMP); Cebrapaz (Centro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz); Comitê de Solidariedade a Cuba; Mulheres em Luta pela Paz; PCdoB; PT; PSTU; Psol; PCB; Fepal (Federação Árabe Palestina do Brasil); Fearab (Federação das Entidades Árabes Brasileiras); Mopat (Movimento Palestina para Todos); União da Juventude Árabe para a América Latina (UJAAL); Instituto Jerusalém; Instituto da Comunidade Árabe; Centro Cultural Árabe-Sírio; Sociedade Palestina de SP; Instituto Futuro; União Nacional de Entidades Islâmicas (UNI); Federação das Entidades Árabes Muçulmanas do Brasil (Fambras); Sociedade Beneficente Muçulmana do Brasil (SBM); Associação Beneficente Islâmica do Brasil (ABIB); União dos Estudantes Muçulmanos do Brasil (Uemb); Sociedade Islâmica de Jundiaí; Sociedade Beneficente Muçulmana de Santo Amaro; Conselho Superior dos Teólogos Muçulmanos do Brasil; Igreja Ortodoxa Antioquina do Brasil; Igreja Presbiteriana; Deputado estadual Simão Pedro (PT-SP); Deputado estadual Said Mourad (PSC-SP); Vereador de São Paulo Jamil Murad (PCdoB); Portal Vermelho; CMI (Centro de Mídia Independente); Jornal Al Baian.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Comece Hoje!!!

Num tempo em que as questões de educação ambiental se colocam urgentes e necessárias, se torna impossível não pensar no que podemos fazer.
Mas muitas vezes surgem soluções incrívelmente complicadas ou inaplicáveis no contexto da periferia urbana de São Paulo, que parecem muito mais uma limpeza de consciência de quem pode, economicamente falando, do que uma ação a ser tomada por toda a sociedade, no intuito de minimizar aquilo que a espécie humana soube fazer melhor... destruir o meio ambiente!
Entretanto, algumas práticas são muito mais simples e carecem apenas de uma quebra de nossos preconceitos, como na questão do banheiro:
20 litros de água limpa, desperdiçada cada vez que acionamos a descarga(isso no modelo caixa), para levar embora nossos dejetos... É mais água do que a média diária que famílias inteiras conseguem para viver no Quênia, por exemplo... E é muito mais limpa também!
Então aqui fica um convite:
Na próxima vez que lavar suas roupas, guarde a água utilizada e use pra jogar na privada!!!
Se puder, coloque um balde na saída do cano da calha, quando chover, e use pra mesma coisa!!!
Compre um baldão, daqueles pra lixo, e acumule água de reuso... ponha um pouco de cloro(cândida) pra evitar mosquitos e odores...
Sua privada não vai apodrecer, nem feder!
E pra evitar o costume de apertar a descarga, solte a alavanca(ou a corrente) que puxa a rolha quando você aperta o botão!
Chega de apontar pro mundo e pra falta de consciência!!!
Sejamos nós mesmos o exemplo da ação!!!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Venezuela Diz Não ao Genocídio em Gaza

Na manhã de hoje o Presidente Venezuelano, Hugo Chávez, expediu ordem de expulsão do embaixador de Israel na Venezuela, Shlomo Cohen, como ato de repúdio ao genocídio praticado pelo exército israelense em Gaza.
Também chamou atenção ao fato de que a comunidade internacional está de braços cruzados, agindo apenas demagogicamente para deter o massacre de palestinos, sem nenhuma ação de impacto real e que, tanto o Primeiro Ministro de Israel, Ehud Olmert, quanto o Presidente dos Estados Unidos, George Bush, deviam ser levados à Corte Penal Internacional, por crimes contra a humanidade.

Ninguém Tem Fome Só no Natal


(clique na imagem para ampliar)

tirinha tirada do sítio internet http://blog.drpepper.com.br/

MST 25 Anos


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra completa, em janeiro, 25 anos de existência, lutas, conquistas, consciência e trabalho, muito trabalho.
Trabalhando pela organização popular no campo, contra o latifúndio, contra a mercantilização total da terra, contra o agronegócio, o MST se tornou um dos movimentos mais fortes e reconhecidos do mundo, além de ser o maior movimento popular da américa e também um dos mais perseguidos, como ficou demonstrado na última ação de tentativa de dissolução do MST, no Rio Grande do Sul.
Em entrevista, o integrante da coordenação nacional do Movimento, José Roberto Silva, fala um pouco das conquistas e desafios que se põe, nestes 25 anos de lutas.
A entrevista na íntegra está em nossa página de artigos e textos.

Antijornalismo III

Imagine você no Acre, vendo televisão depois do trabalho... Tudo bem que você nunca pensou em viver lá, mas imagine...
Aí começa uma propaganda da Sabesp, falando de como o Governo do Estado de São Paulo e a Sabesp trabalham pelo futuro...
Estranhou???
Se não estranhou, acrescente isso: A estatal de águas do Acre se chama SANACRE!
Então, porque tem propaganda da Sabesp no Acre???
É a fenomenal campanha a presidência de José Serra para 2010!!!
Como ele só é conhecido aqui, no estado que se acha dono do país, já tá començando o trabalho de reconhecimento nacional...
E pra isso nada melhor que usar o dinheiro dos contribuintes, ou seja NÓS, para fazer campanha antecipada!
A grande mídia ignorou o caso, mas no sítio Conversa Afiada(http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=3220) estão publicados e-mails de leitores de vários pontos do país (porque a coisa não rolou só no Acre, aconteceu na Bahia, Ceará, Espírito Santo, Rio Grande do Sul), que não suportaram essa idéia venenosa e criminosa.
Aliás, faltou isso, criminosa!
Não existe camapanha oficial para a presidência em 2010, a Lei Eleitoral em seu Artigo 36 diz: "A propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 5 de julho do ano da eleição."
A pessoa até pode dizer que é candidata, mas não pode realizar ações de cunho eleitoral como essa da Sabesp.
Outra caso que merece atenção são as publicações de pesquisas de intenção de votos, que nunca na história do Brasil foram realizadas com tanta antecedência. Desde 31/03/2008 a Folha OnLine tem publicado pesquisas de intenção de voto para 2010, sempre, é claro, favoráveis a José Serra.
O que falta dar a entender é onde ele tem tanta intenção de voto, pois nunca são publicados os nomes dos municípios onde é feita a pesquisa e só São Paulo tem 645 municípios. A última pesquisa foi realizada em 135!
Outra questão, esta secretíssima em nossa mídia empresarial, é que Serra tem caído a cada pesquisa! Se fosse o candidato do Lula que caísse, eles dariam pulos e piruetas para noticiar, mas como é Serra que cai, só se comenta que ele lidera a pesquisa.
Na pesquisa comentada acima, em 31/03/2008, ele tinha 57,3% das intenções de voto.
Na pesquisa de 15/12/2008, ele tem 46,5% das intenções de voto.
Ou seja, José Serra caiu praticamente 11% em menos de um ano antes da eleição!!!
Essa é a notícia que a Veja, a Globo, a Folha e o Estadão, não dão!!!

O Holocausto Palestino

600 é o número de mortos oficialmente, neste momento, segundo a Cruz Vermelha Internacional em Gaza. Isso é o oficial.
Há muitos anos milhares de palestinos têm morrido pelas sanções do governo de Israel a Gaza, seja de fome, doenças, sede ou alvejados por mísseis.
O Hamas também matou muitos israelitas nesse tempo, com atentados e lançamentos de mísseis.
E onde estão as justificativas pra essas ações???
Não sabemos se são justificativas, mas desde a criação do Estado de Israel o povo palestino tem sofrido agressões constantes, como a própria remoção deles, e de outros povos árabes, das áreas que formariam israel. Os povos ali residentes não tiveram suas opiniões respeitadas quanto a criação de Israel que anos depois, na Guerra dos Seis Dias, aumentou considerávelmente seus territórios, sobre as Colinas de Golã, o Monte Sinai e a Cisjordânia.
Desde então o povo palestino tem sido vítima de campos de refugiados, onde tudo falta: comida, água, energia, combustível, remédios, etc.. E não são poucas as denúncias de massacres, por parte do exército de Israel.
Com o apoio dos Estados Unidos, Israel não só manteve sua política militar de ação eterna, como se armou inclusive mísseis nucleares. O Hamas só surgiu na década de 80, muito mais como uma alternativa armada de reação ao que já vinha ocorrendo desde 30 anos antes, do que como um grupo anti-sionita terrorista.
Israel impõe ao povo palestino a fome, a sede, a doença, o assassinato e a precariedade como formas de fazê-lo levantar-se contra o Hamas...
Que povo aceitaria o que passam os palestinos, sem reagir???
Será que é dificil perceber que esta ação é equivocada e só fará o povo palestino sentir mais ódio de Israel???
Ou será que é tudo simplismente uma cortina de fumaça pro verdadeiro motivo destas ações: O extermínio do povo palestino???
Por que os governantes israelenses não propõe a devolução das áreas ocupadas e Jerusalém como capital de todas as religiões que a têm como sagrada???
Por que só eles são o povo escolhido e com direito de viver em Jerusalém???
Por que a comunidade internacional não propõe sanções a Israel, por matar pessoas de fome e sede???
Que paz terá o povo de Israel, se aqueles que os representam agem provocando a maior tristeza do povo judeu, o holocausto, sobre outro povo???
Qual é proporcionalidade de conflito entre um país que tem tecnologia militar dos EUA e um que fabrica mísseis caseiros???
Por que a mídia empresarial fala "continuam os conflitos em Gaza" se praticamente só Israel ataca???
Por que se fala em "guerra" se só morrem palestinos???
O que significa "essa ação será definitiva", por parte do governo de Israel??? O massacre total do povo palestino???
Todo o povo palestino é terrorista???
E o governo de Israel, com tudo anteriormente descrito, não é???

Deus abençoe Israelenses e Palestinos, para que os livre dessa corja maldita de políticos e empresários que enriquecem com a fome e a guerra, e alimentam o ódio entre as pessoas, para atingir seus objetivos...

Um Pouco da História II


México, 1º de Janeiro de 1994


Após muitos anos de exclusão do povo indígena e pobre de toda a vida social, política, educacional, cultural, econômica e humana, prevendo a piora da situação com a inclusão na Nafta e a mercantilização dos Ejidos sem o consentimento da população mexicana, os Zapatistas "pegaram em armas para poder disparar a palavra" e tomaram a cidade de Chiapas, no sudoeste do México.
A ação foi um passo de um trabalho desenvolvido por quase trinta anos nas matas e na serra, junto às tribos indíginas, mais precisamente junto às mulheres indígenas, já que no princípio percebeu-se a dificuldade de lidar com os homens e que as mulheres, apesar do machismo, eram quem garantia a sobrevivência das famílias.
Com uma nova idéia do processo de luta armada, os Zapatistas não querem tomar o poder, como as guerrilhas predecessoras, mas sim construir, no trabalho do dia-a-dia, uma verdadeira democracia, com participação do povo e com o objetivo de governar para o povo e não contra ele. Coisa esta, que já é realizada na prática dentro das comunidades Zapatistas.
A decisão desta ação teve como estopim, fora tudo o que já foi dito anteriormente, a mercantilização dos Ejidos, que eram as terras de direito familiar e de uso coletivo, garantidas como reservas às comunidades indígenas. Os Ejidos não podiam ser vendidos ou negociados, e eram uma das poucas coisas que garantia a sobrevivência de comunidades totalmente abandonadas a margem da sociedade mexicana. Com a mercantilização "legalizada" junto a entrada na Nafta, as população indígenas zapatistas não viram mais alternativa a não ser a radicalização e a defesa armada de suas comunidades.
Muitas tentativas de diálogo se iniciaram, inclusive com mediação internacional, mas sempre chegaram a nada por conta de constante ação militar e paramilitar, incentivada e financiada pelo governo mexicano, onde os Zapatistas não podiam deixar a atenção militar para dar atenção institucional. Outras ações iniciadas pelos Zapatistas, como os encontros internacionais e os encontros com a sociedade civil mexicana, foram utilizados como meios para tentar o diálogo, não só com o governo mas com o mundo.
Desde o inicio do levante, o exército mexicano nunca deixou os limites de Chiapas rebelde, e os grupos paramilitares, como Máscara Vermelha e Paz e Justiça, já realizaram atentados até mesmo em igrejas dentro das comunidades, como no massacre de Acteal em 1997, quando 45 indígenas da etnia Tzotziles foram assassinados enquanto rezavam.
Durante as eleições mexicanas, os Zapatistas iniciaram "A Outra Campanha", em que uma caravana correria o país, realizando discussões sobre liberdade, democracia e justiça, levantando, por exemplo, o debate na sociedade mexicana sobre os verdadeiros motivos de o Partido Revolucionário Institucional estar no poder há 68 anos, num país onde havia democracia. No entanto, diversos ataques e assassinatos nas comunidades Zapatistas sempre tornaram tortuosa a tarefa de deixar a defesa do povo enfraquecida.

Sugerimos como leitura, a fim de entender um pouco mais do processo Zapatista:

EZLN, Passos de Uma Rebeldia, de Emílio Gennari;
A Revolução Invencível, organização de Massimo Di Felice e Cristobal Muñoz;
Mudar o Mundo Sem Tomar o Poder, de John Holloway.

Um Pouco da História I


Cuba, 1º de Janeiro de 1959

Apenas três anos após o desembarque desastroso dos militantes do Movimento Revolucionário 26 de Julho no iate Granma, onde morreu a maioria dos guerrilheiros, os revolucionários venciam o conflito, e o ditador Fulgêncio Batista fugia da ilha.
No entanto, o processo revolucionário não iniciou com Fidel Castro e o 26 de Julho, ele vem de muito antes...
O povo cubano sempre foi vítima de políticas e sistemas econômicos desastrosos, que apenas atendiam aos interesses de uma elite exploradora.
Todo o processo de colonização espanhola é marcado por acordos econômicos unilaterais e pela proibição do desenvolvimento da sociedade cubana, com vistas a mante-la como servidora de matéria prima e das riquezas naturais existentes.
No período da independência, a intervenção dos Estados Unidos não serviu para auxiliar cuba a tornar uma nação soberana. Os acordos pós-independência promoveram uma pequena industrialização em Cuba, mas apenas o suficiente para que atingisse o patamar de provedor de cana de açucar aos Estados Unidos, unicamente. A ilha foi proibida de produzir qualquer outro produto, tendo de importá-los, e mantinham-se cláusulas de cooperação do tipo: "sempre que considerar necesário, os Estados Unidos poderão intervir, mesmo militarmente, na política, na economia, ou qualquer área que se demonstre necessária". Com esse processo Cuba sequer atingiu status de país capitalista, pois possuia um mercado externo de produto único e mesmo esse produto só podia ser vendido em sua forma mais rústica e menos cara. Os cassinos, a prostituição, a fome, a miséria e o crime organizado proliferavam imensamente, sendo a jogatina, inclusive, muito incentivada pelo governo estadunidense. Várias ditaduras pró-EUA foram se alternando no poder, sempre em detrimento da soberania do país, até 1959, quando, aliado a imensa maioria da população, o MR26, sob liderança de Fidel Castro, Raul Castro, Camilo Cienfuegos e Che Guevara, derrubou a ditadura Fulgêncio Batista.
Nos anos seguintes, com auxílio da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, o governo revolucionário pos a caminhar as reformas que havia prometido: em dois anos erradicou o analfabetismo em toda a ilha, estatizou todos os serviços básicos(saúde, educação, acesso a cultura, etc.), executou a reforma agrária, expropriou a riqueza da acumulação neo-colonial e enfrentou inúmeras tentativas de contra-revolução, patrocinada pelos Estados Unidos e pelos cubanos ricos que vivem Miami.
Aliás, essa é uma das questões mais complicadas na revolução:
Muitos contra-revolucionários morreram em combate, mas são contados como "pessoas assassinadas friamente pela revolução", por todos que antipatizam com a revolução cubana. Não que sejamos a favor do fato de Cuba ter pena de morte, mas é preciso um mínimo de compreensão do que é um conflito e do que é um extermínio.
Num plano geral a revolução cubana teve avanços incríveis em educação, artes, cultura, saúde, igualdade social, que poderiam ter sido muito melhores sem o bloqueio estadunidense e sem certa ortodoxia do governo cubano, quanto a liberdades individuais por exemplo, tanto que estes avanços têm sido utilizados em diversos países do mundo, como o programa de alfabetização Yo Sí Puedo, e é um exemplo grandioso de que existe alternativa ao capitalismo e de que a história está apenas começando.
Sugerimos como leitura, a fim de entender um pouco mais do processo da revolução cubana:
Da Guerrilha ao Socialismo - A Revolução Cubana, de Florestan Frenandes;
A História Me Absolverá, de Fidel Castro;
Rebelde, O Testemunho de Um Combatente, de Fernando Vecino Alegret;
Cuba Hoje, 20 Anos de Revolução, de Jorge Escosteguy.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Viva a Resistência dos Povos Americanos

viva la revolución cubana
1/1/1959 - 1/1/2009
50 Anos da Revolução Cubana
dizendo não ao imperialismo yanke



1/1/1994 - 1/1/2009 - 15 Anos do Levante e de Resistência Zapatista no Sudoeste do México